Lucky Life


Como é difícil não descontar na comida!!!

 

Não tem coisa mais difícil do que assumir seus problemas sem usar nenhuma bengala. Brigas em família, problemas amorosos, dificuldades financeiras, crises no trabalho. Não podemos reclamar, todas nós sabemos que o mundo tem problemas.

 

Mas o mais difícil, para mim, é não poder descontar na comida. Na minha vida eu tive problemas, como todas vocês; mas também, a vida inteira, venho descontando na comida. Claro que não resolve nada, muito pelo contrário, isso só me fez mal.  Mas é muito difícil deixar de usar essa “bengala”... Porque a primeira idéia que me passa na cabeça, quando me deparo com alguma dificuldade, é um numero 1 do Mc Donald´s.

 

Admito, sou uma comedora compulsiva! E esta sempre foi a bengala na qual apoiei minha “perninha” manca. No meu caso, a dificuldade em lidar com meus sentimentos. Pois sempre tive muita dificuldade em saber o que eu sentia. Raiva, tristeza, frustração, arrependimento, tudo isso eram apenas sentimentos ruins, que eu não conseguia diferenciar entre si.

 

Foi um processo muito doloroso esse meu, de aceitar meus sentimentos. E aceitar que eu não era perfeita. Que eu errava, como todos; que não era um monstro só porque sentia raiva de alguém; que sentir inveja de algo não significava desejar que este algo explodisse; que sim, era possível amar e odiar uma pessoa ao mesmo tempo.

 

De lá para cá muita coisa mudou dentro de mim. E quando eu digo que “não posso” , não digo isso num sentido de estar sendo proibida. Não posso porque não consigo mais me enganar. Hoje em dia, sabendo do que sinto, me posicionando quanto ao sentimento e identificando a raiz do problema, fica difícil acreditar que se-eu-não-come-uma-panela-de-brigadeiro-vou-morrer. Não, eu sei muito bem que isso só vai me trazer mais problemas depois. Que vou me sentir estufada, inchada, feia e infeliz.

 

Mas tem vezes que eu chego a sentir falta dessa época em que um bombom alpino era a diferença entre me sentir bem ou mal (enquanto comia). Era um alívio tão grande que eu sentia naquela hora, em que me empanturrava. Não sentia nem o gosto da comida, mas também não sentia mais nada: nem frustração, nem tristeza, nem desapontamento. Comendo eu me anestesiava...

 

Por outro lado, também não resolvia problema nenhum. Os problemas iam se somando, eu ia empurrando com a barriga, e tudo virava um circulo vicioso: quando percebia que tudo tinha dado errado, comia mais pra não entrar em contato com a tristeza. E foi assim que fui engordando.

 

Mas o que acontece é que eu to cheia de pepinos no trabalho, querendo estrangular dois ou três, batendo com a cabeça no computador e já quase sem cabelos... e minha mãe acabou de me dar um bom bom alpino...

 Ah se ele resolvesse alguma coisa...



Escrito por Lucky Girl às 21h04
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Ontem tive uma recaída no meu projeto “resgate de auto-estima”. Tava demorando. Não que eu esteja com uma predisposição negativa a ele. Mas eu sabia que o caminho não seria só flores.

 

Tudo começou de manhã... Quem leu meu post de ontem sabe que já de manhã eu me sentia estranha. Tava desanimada, meio “murcha”. No decorrer do dia as coisas só foram piorando... Fui malhar na hora do almoço na esperança de encontrar com o cara de quem falei ontem, mas ele não estava lá. Durante a tarde várias coisinhas foram acontecendo... E pra completar, a empregada fez enroladinho de salsicha e eu não pude resistir: comi 4, mas na hora do almoço, e mais nadinha.

 

Á noite tive um aniversário em um barzinho, e aí já era... Sou daquelas que não conseguem ir num barzinho e não tomar alguma coisinha. Mas uma coisinha puxa outrinha, e quando eu vi, já estava meio alegrinha, e como tinha comido muitas horas antes, ataquei uma porção de batata frita (daquelas com parmesão e bacon, pra melhorar a situação) que estava dando sopa em cima da mesa... E quando cheguei em casa, lá se foram mais 4 enroladinhos...

 

Acordei com a consciência pesadinha, mas sem deixar que isso abata a minha confiança de que hoje será um dia diferente. Por isso já comecei a controlar mais, logo no café da manhã. Geralmente acordo com muita fome, porque evito comer muito à noite. Mas depois da “orgia alimentar” de ontem, acordei me sentindo empanturrada. Então comi duas fatias de abacaxi e uma fatia de queijo branco. Acabei de chegar em casa e estou simplesmente faminta, esperando pelo almoço!!!

 

Vou ser mais contida na alimentação hoje, sei que já dei uma “secada” de sexta-feira para cá e quero continuar no mesmo ritmo. Hoje vou pro boxe de novo à noite, e quem sabe jantar num japonês, to morrendo de vontade!!! E assim vamos tocando.

 

Queria agradecer os comentários que tenho recebido, a força de todas é a força de cada uma, e assim me sinto mais fortalecida. Mas estou triste, porque ainda são poucos, muita gente da “velha guarda” dos blogs sumiu, tem muita gente nova que eu ainda não conheço na área... Então, quem entrar aqui e der uma olhadinha no meu cantinho, deixe seu comentário! Estou linkando aqui do lado o pessoa que pinta por aqui, e até pedi pra Beth dar uma força pra mim lá no blog dela... Já experimentei uma vez a força da blogsfera e adoraria conhecer gente nova por aqui!!!

 

Que todas tenham um ótimo dia J

Escrito por Lucky Girl às 12h26
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Hoje acordei me sentindo realmente estranha... Com o pensamento longe... Apesar do sol lá fora e do céu profundamente azul, sinto como se houvesse uma parte de mim de cor cinza chumbo, que chove e chora.

 

Ontem eu me dei conta de como ainda não me esqueci... De como eu ainda não superei. De como ainda não passei por cima do que eu vivi com ele, e mais do que eu vivi, do que eu queria ter vivido e não pude. Forças do destino, ou como diz uma amiga minha, simplesmente não somos capazes de forçar alguém a sentir o que quer que seja pela gente. E não deixo de pensar no quanto isso é injusto.

 

Sim, pois as pessoas deveriam ter um manual de instruções... que nos ensinasse como agir quando delas queremos algo, como proceder quando elas nos frustram, o que fazer quando as coisas saem fora do esperado. Se eu fosse algo semelhante a Deus, ou se ganhasse poderes sobrenaturais por apenas um dia, trataria de ler a cabeça das pessoas... E decoraria tudinho e passaria a limpo, como eu fazia com os meus cadernos na época de escola. E toda vez que tivesse dúvidas de como agir com elas, faria uma pesquisa nessa material.

 

Por mais que eu tente, não consigo me conformar que, por mais que hajamos corretamente, por mais que nos esforçamos e batalhemos muito uma coisa que desejamos, que esforço e dedicação não são garantias de que conseguiremos aquilo que almejamos. E eu não consigo acreditar que a nossa história realmente acabou, que talvez nunca tenha chegado a existir, não em um lugar outro que dentro da minha cabeça.

 

Acredito que, de certa forma, venha daí a minha falta de confiança no que meus olhos vêem. O que é que lhes assegura que algo é realmente preto, ou branco? Seus olhos? E se eles, de repente, deixassem de lhes transparecer segurança? E se vocês descobrissem que seus olhos não são mais fontes seguras do que quer que seja? O que vocês fariam? Onde buscariam segurança? Em que passariam a acreditar?

 

Ao mesmo tempo penso o quanto é injusto comigo mesma atribuir tanto significado a uma pessoa que nem se deu ao trabalho de se despedir de mim, ao final da jornada. O quanto eu me desrespeito, colocando esse homem em um patamar tão elevado. O quanto eu me permito magoar todas as vezes em que repasso, na minha cabeça, todas as conversas que tivemos...

 

Mas eu prometo que vou virar essa página... E é por isso que hoje eu vou encontrá-lo. Libertação ou redenção, o que vier será aceito. Mas eu preciso saber. Saber o que eu sinto ao vê-lo. Ao ver-me observada por ele. Preciso saber se eu realmente não o esqueci, ou se permaneço presa a ele pelo simples medo de viver o novo... Pela simples realidade conhecida de sofrer por ele.

 

Como diria minha ilustríssima analista, às vezes é preciso tirar um pouco as coisas do terreno da fantasia e confrontá-las na realidade. Aguardem notícias...

 

PS: Nem acredito que, depois de 3 meses de descontrole total, estou dentro do meu programa “resgate de auto-estima” desde sexta-feira... Nem no final de semana fiquei mais relaxada. Voltei à academia ontem pra aula de TaeFit, depois de muito ficar naquele “vou-não-vou”. Hum... já me sinto mais magra?

Escrito por Lucky Girl às 10h22
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Me, my, myself and mine...

Acho que ando um pouco egoísta ultimamente. Egoísta ou egocêntrica?, me perguntaria minha ilustríssima analista. Talvez um pouco dos dois. O fato é que tenho pensado muito em mim ultimamente. O que, muitas vezes, significa pensar menos nos outros.

 

Por exemplo... Tem esse cara, esse cara mais novo do que, esse cara de 19 anos que está muito longe no momento. Esse cara me fala um monte de coisas fofas. Esse cara diz que sente saudades de mim. Esse cara me fala que me quer. Mas eu não sei se quero esse cara. Eu não sei o quanto realmente me sinto atraída por ele, ou o quanto tem de carência minha nessa história toda.

 

Sim, não vou negar que o fato de ele ser muito gordo pesa muito (literalmente – humor negro!) nessa dúvida toda. Afinal, eu sempre fui uma encanada de carteirinha com essa coisa de peso e aparência. Por mais que esteja bem mais desencanada hoje, o fato de ele ser gordo me incomoda um pouco. Ou talvez, como fiquei pensando depois de uma longa conversa com a Joyce, dia desses, o que me incomoda seja o fato de estar me interessando por um gordo. Logo eu, que sempre fui encanada com isso, que sofro de compulsão alimentar e que já quase cheguei a comer pedra por falta de comida. Deus deve estar rindo da minha cara.

 

Mas não é apenas o fato de eles ser gordo que me incomoda e me inibe um pouco na empolgação. O fato de ele ser bem mais novo do que eu também significa muito para mim. Ele é 7 anos mais novo do que eu, e quando eu penso que quando já pensava em sexo ele ainda brincava de carrinho, me sinto muito mais velha do que realmente sou. Ás vezes me sinto como a Joyce se diz ser: se encontro uma pessoa com idade mental de 10 anos de idade, regrido eu mesma para os 9. Será? O fato é que percebo essa diferença de idade em algumas atitudes dele. Se sou um pouco menos carinhosa do que costumo ser quando nos encontramos no msn, ele já me pergunta o porque de eu estar estranha. Ele vive querendo me fazer ciúmes. Ele diz que não, que é uma pessoa muito segura de si. Aí penso, “e algum gordo pode ser seguro de si?”, para logo depois me sentir culpada pelo meu pensamento preconceituoso.

 

O fato de ele estar longe, de termos ficado juntos apenas uma vez antes de ele ir viajar também me pega um pouco. Porque no dia seguinte ele foi viajar e desde então só nos encontramos pelo msn. Aí fica essa coisa: ele me fala um monte de coisa fofa, eu adoro ouvir e estimulo que ele me fale mais. E assim vamos dando um colorido à coisas que não sei se vão continuar a existir quando ele voltar. Porque eu não sei se consigo topar um relacionamento com um cara tão mais novo e tão mais gordo. Aí me sinto culpada por me deter a tais detalhes. E tento me afastar um pouco da situação, sendo um pouco mais contida no nosso próximo encontro virtual. E ele percebe e me pergunta o que está havendo. E eu penso, “meu Deeeeeeus, lá vem”. E a conversa termina estranha. E eu acordo com o peito angustiado no dia seguinte. Bom dia.

 

Eu tenho medo, medo de sofrer, medo de fazer sofrer, medo que a pouca relação que tínhamos antes disso tudo acontecer mudar. Mas mais do que isso, tenho medo de deixar passar uma oportunidade de viver algo diferente do que estou acostumada, do perfil “surfistinha sarado e tatuado” com o qual estou acostumada e que nunca me deu o que eu queria. Sei que é só o tempo e o pagar pra ver que vão me dar as respostas que preciso. Mas o fato é que ele decidiu voltar antes, dia 15, e que to com medo de ele chegar. Ao mesmo tempo ansiosa pra tirar a prova dos nove e ver se rola.

 

Ele diz que não tem medo de nada. Eu não sei se acredito. Talvez seja simplesmente isso. Estou me confrontando com um novo padrão de relacionamento, vivido com uma pessoa mais nova (quando sempre escolhi homens mais velhos), gordo (quando sempre escolhi o tipinho acima descrito), seguro (quando sempre me senti insegura, durante minha vida toda) e sem medo (não preciso nem explicar este item).

Ás vezes a imagem que me vem a mente é a de que, enquanto eu rezava, Deus estava dormindo, ou bêbado, e que só depois de eu dizer muita coisa ele se deu conta de que tinha alguém pedindo alguma coisa. E pensou, “hum... o que essa menina ta pedindo? Bom, vou dar o que acho mais importante, os detalhes não importam”. E colocou essa pessoa na minha vida, assim, do nada.

 

Desde criança pensava que teria que ser magra pra conseguir ter a pessoa que eu queria ao meu lado. Enlouqueci, desenvolvi um TA, sofri horrores, forcei o vômito, fiz jejum e rezei por uma anorexia. E justo agora, quando me sinto um pouco recuperada, me interesso por um gordo. Ou será como minha analista me diz... que porque estou mais recuperada é que me permiti me interessar por um gordo?

 

Há males que vem para o bem?

Escrito por Lucky Girl às 11h55
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